Saúde
Falando sobre Diabetes…
9 julho 2017 | Saúde
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O Diabetes Mellitus se caracteriza pela deficiência na produção ou ação da insulina (hormônio que controla os níveis glicêmicos), levando a hiperglicemia, ou seja, níveis elevados de glicose no sangue. Pode ser classificado em vários tipos, mas o mais frequente é o Tipo 2, que ocorre em pessoas acima dos 40 anos e está associado a Obesidade, Hipertensão Arterial Sistêmica e Dislipidemia (colesterol e triglicerídeos alterados). A segunda mais comum é a Tipo 1, que se caracteriza por ser autoimune, iniciando na infância/adolescência e o tratamento é totalmente dependente de insulina. Outro destaque é para o Diabetes Mellitus Gestacional, que ocorre durante a gestação e que necessita de tratamento com insulina para evitar danos tanto maternos quanto fetais.

Entre os fatores de risco estão o sobrepeso/obesidade, história familiar presente para Diabetes e história prévia de Diabetes Gestacional. Os sintomas são fáceis de serem reconhecidos: a ingestão aumentada de líquidos (polidipsia), o aumento do volume urinário (poliúria), a vontade exacerbada de comer (polifagia), principalmente doces, e a perda de peso (os 4 Ps).

O diagnóstico é feito a partir de exame de sangue: Glicemia de Jejum ≥ 126mg/dl ou Hemoglobina Glicada (A1C) ≥ 6,5% ou Glicemia 2h pós-75mg glicose anidrose (TOTG) ≥ 200mg/dl ou Glicemia ≥ 200mg/dl em qualquer horário associado aos 4Ps. O Pré-Diabetes é considerado quando: Glicemia de Jejum: 100-125mg/dl ou Hemoglobina Glicada (A1C) entre 5,7 – 6,4% ou Glicemia 2h pós-75mg glicose anidrose (TOTG) entre 140 – 199 mg/dl

O tratamento vai depender do estágio em que ser encontra a Hemoglobina Glicada (A1C), sendo que acima de 10% tem indicação de Insulinoterapia. Para o sucesso, é necessário realização de dieta com associação de alimentos integrais e adoçante, além da atividade física de, no mínimo, 150 minutos/semana.

Entre as complicações do Diabetes não controlado e por muitos anos de evolução está a retinopatia, que pode levar a cegueira, a nefropatia, que pode evoluir para insuficiência renal, e a lesão de nervos, ocorrendo redução ou perda da sensibilidade (neuropatia), ulcerações em pés (pé diabético) e amputações.

Se você apresenta fatores de risco associados ou não a sintomas de diabetes ou já seja portador da doença, procure um endocrinologista para avaliação e tratamento.

Dra. Morgana Regina Rodrigues – Endocrinologista

CREMERS: 34563 RQE:30699

 

Foto: Reprodução