Governo do Estado suspende por um ano novas exigências para comércio de carnes
2 julho 2017 |
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As novas normas de comercialização carnes e derivados de proteína animal, instituídas pela portaria da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (SES-RS nº 66, de 26/01/2017), serão revogadas pelo período de um ano pelo governo do Estado.

De acordo com a portaria, estavam proibidas:

  • atividades de produção de carnes temperadas, carnes salgadas, produção de embutidos e carnes empanadas;
  • descongelar produtos para vendê-los como resfriados;
  • abertura de embalagens originais de miúdos de todas as espécies e das embalagens de carnes de aves;
  • armazenamento, em câmaras frias ou outros dispositivos com sistema de frio, de fiambres, embutidos e derivados lácteos como queijos, nata e doce de leite;
  • produção de alimentos preparados, prontos para o consumo, tais como carnes e derivados assados (churrasco), bem como quaisquer outros tipos de produção de alimentos.

Os produtos dispostos nos balcões deveriam expor ao consumidor informações como identificação da origem, registro de inspeção, fabricante, lote, data do fracionamento do produto, através de etiquetas, placas, cartazes ou dispositivos eletrônicos.

Toda essa situação vinha gerando desconforto aos proprietários e trabalhadores do município de Tapera: todos os estabelecimentos teriam de passar por uma reforma completa, muito complexa, em pouco tempo.

De acordo com o fiscal sanitário José Roberto Rech, praticamente todos os estabelecimentos do Estado seriam fechados se passassem por uma inspeção mais rigorosa, por não se adequarem principalmente às exigências da estrutura física – não de higiene.

Neste período de um ano, o objetivo é, segundo Rech, discutir e orientar proprietários e trabalhadores para que mantenham todo cuidado possível, sempre comercializando carne inspecionada e com procedência. Rech lembra que os cuidados de higiene, que são regras básicas, devem ser mantidas e que no decorrer deste prazo todos os estabelecimentos do ramo devem fazer as adequações que as novas normas exigem, desde a estrutura física até as demais, para o cumprimento da mesma.

Fiscal Roberto Rech está à disposição para sanar dúvidas