Agricultura
Hidroponia encontra cada vez mais empreendedores
30 julho 2017 | Agricultura
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Técnica cultiva plantas sem utilizar solo. Os nutrientes são fornecidos através do sistema de irrigação

Mais pessoas têm encontrado na hidroponia uma opção de negócio na pequena propriedade. É o caso de Fábio e Kerli Klasener Prass, que têm suas estufas em Santa Clara do Ingaí/Quinze de Novembro.

Os jovens Fábio e Kerli, de 32 e 25 anos, respectivamente, moram com os filhos Eduarda e Miguel numa pequena propriedade, junto de seus pais e avós.

Há pouco mais de dois anos, o casal viu na atividade uma boa alternativa para a renda familiar. Quatro grandes estufas produzem alface, agrião, rúcula, tempero verde e, mais recentemente, morangos.

A ideia inicial era trabalhar com morangos, mas faltou conhecimento técnico. Hoje, porém, estão plantados 2.700 pés da fruta e há intenção é construir outra estufa, ampliando o número para 3.400 pés.

As plantas são cultivadas em ambiente controlado, protegidas das intempéries, pragas, insetos e animais. Não há contato com o solo e, por consequência, também com outros contaminantes. Com qualidade e total aproveitamento, os produtos encontram boa aceitação do consumidor.

A família segue também atuando na atividade leiteira. Embora já tenham pensado em desistir devido aos preços, ainda veem no leite outra boa fonte de renda.

Sobre a rentabilidade, Kerli revela que o custo é de cerca de R$ 2 mil frente a um lucro de R$ 7 mil por mês, sem contar os “custos pessoais”. O casal prepara as mudas, e compra apenas o substrato para as plantas.

A água da chuva é coletada num reservatório de 10 mil litros, que depois vai para outros três reservatórios menores, de 3 mil litros cada. Ali, a água passa por uma “estação de tratamento” e recebe os nutrientes necessários antes de ir para as estufas.

Atualmente, as plantas são comercializadas em Ibirubá e Fortaleza dos Valos, em restaurantes e supermercados. Fábio diz que a demanda por produtos saudáveis é cada vez maior no mercado. “Se plantassem mais, venderiam muito mais”.