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Ibirubá sediou reunião do Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do RS
16 setembro 2017 | Região
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O Clube União Operária sediou na manhã de terça-feira (12) importante reunião do Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do RS (SESF-RS). O encontro reuniu diretores de empresas funerárias de 35 municípios da região da Delegacia Missões Sul. Este ano, a MPK foi a anfitriã, promovendo a união do segmento através da troca de experiências.

Na pauta do encontro, o recadastramento no Sistema de Remoção e a demora de atendimento por parte do Instituto Médico Legal (IML), além da apresentação das atividades do sindicato e a divulgação de cursos. A Reportagem do VR conversou com o presidente do SESF-RS, Carlos Alberto Graff, e com o anfitrião Andrei Grave.

Conforme o presidente, o serviço de remoção tem um convênio com o Governo do Estado, totalmente gratuito para as empresas do SESF. O sistema também funciona de forma gratuita para as famílias usuárias, e não tem ônus para o Estado. O recadastro das empresas é anual, quando o sindicato passa em todas as doze delegacias recolhendo a documentação exigida. “Porém, para estar apta ao recadastramento ou para entrar no sistema, a empresa deve ser bastante idônea, a exemplo da MPK, que participa do sistema de remoção desde o início de suas atividades, há mais de 20 anos”, afirmou Carlos.

Outro assunto importante debatido foi a demora no atendimento às vítimas de morte violenta por parte do Instituto Médico Legal (IML), pauta que o sindicato vem reivindicando com o Governo do Estado já há algum tempo. “O que acontece atualmente é uma deficiência muito grande de funcionários no IML. A demanda aumentou e o número de funcionários diminuiu, pois muitos se aposentaram e não houve reposição. Hoje, o Governo do RS trabalha com apenas 33% do número de profissionais adequado, então há uma defasagem muito grande que poderá levar anos para que seja sanada. Aliado a isso, muitos postos do IML foram fechados. Infelizmente, quem acaba sofrendo com a demora são os usuários deste sistema, que são os familiares.

Andrei Grave afirmou que fazia bom tempo que a MPK estava pleiteando trazer para Ibirubá a reunião, devido à grande união e organização do ramo funerário na região. “E, quando eu vi principalmente a economia que o Sistema de Remoções propicia ao Estado, na ordem de R$ 4 milhões até agora, vimos que, na verdade, estamos prestando também um serviço social ao participar do sistema. Se não fosse isso, o Estado teria que manter uma grande estrutura para fazer este trabalho, com espaço físico, contratação de pessoal e carros, e hoje tiramos este peso do Estado através do nosso sindicato. Este contrato entre o SESF e o governo já dura 17 anos, desde 2000, e R$ 4 milhões é o valor economizado em média pelo Estado durante este período. Neste sentido, consideramos muito importante o encontro, e por isso fizemos de tudo para trazê-lo até Ibirubá”, destacou Andrei.

FOTO: Vice-presidente Valdir Gomes Machado, Andrei Grave e presidente do SESF, Carlos Alberto Graff