Ibirubá
Ibirubá volta a ter medidas restritivas após aumentos de casos de covid-19
Números de positivados tem relação com aglomerações de final de ano
14 janeiro 2022 | Ibirubá
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Aos que pensavam que estávamos livres da covid-19, as primeiras semanas do ano comprovaram que não: os casos ativos, que até então estavam zerados, subiram em grande escala, colocando toda a cidade em alerta. Em aproximadamente duas semanas, mais de 120 casos ativos foram confirmados. Diante disso, o município fez um decreto proibindo aglomerações. A medida é válida até este domingo, dia 16.

A grande questão é: o que levou a essa ebulição de casos? Nesse cenário apavorante, a vacinação foi eficaz? Quem responde essas e outras perguntas é o médico Etiane Messerschmidt:

“Sim, houve um aumento expressivo de casos positivados para covid-19 em Ibirubá, e teve relação com festividades de final de ano, principalmente na região litorânea do estado e de Santa Catarina. Os primeiros casos tinham, na maioria, histórico de viagem a esses locais, e a proteção vacinal teve grande impacto na diminuição das internações e da gravidade dos casos, pois sabíamos que o primeiro grande objetivo da vacina foi alcançado, que era diminuir a gravidade da doença, diminuindo, consequentemente, as internações e óbitos, explica o profissional.

Em relação a novas variantes em nosso município, Etiane diz: “Não podemos afirmar, pois não foram enviadas amostras para análise de genotipagem, mas existe a suspeita pela velocidade de disseminação que ocorreu”.

Daqui para frente, os casos tendem aumentar ou diminuir? Não há uma resposta concreta, mas para Etiane, o indicado, neste momento, é evitar aglomerações e usar máscaras:

“Difícil fazer uma previsão. Ontem e hoje, notamos uma estabilidade na procura por testes e consultas. Veremos como será a próxima semana para se ter uma previsão mais correta. As medidas protetivas individuais e coletivas seguem sendo importantes nesse momento de disseminação alta do vírus, além da vacinação da população e do reforço vacinal (terceira dose) para quem ainda não fez”, conclui.