Saúde
Idosos inspiram cuidados nutricionais especiais
9 fevereiro 2017 | Saúde
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Nutricionista Maria Gabriela Albuquerque Vasconcellos

A qualidade de vida dos idosos muitas vezes está relacionada à saúde mental e física, vida social, atividade física, relações familiares, estado nutricional adequado e outros. A terceira idade inicia em torno dos 65 anos de idade, mas muitos fatores influenciam na velocidade e intensidade do processo de envelhecimento de cada um. Dentre esses podemos citar a alimentação, o meio ambiente, o estilo de vida, o hábito de fumar, estresse e depressão.

Uma modificação que ocorre nessa fase é a mudança da composição corporal, diminuição da massa magra e aumento da gordura corporal, consequentemente há uma redução da taxa metabólica basal e com isso a diminuição das necessidades energéticas, ocorrendo também uma demanda por mais nutrientes.

As mudanças físicas que podem ocorrer é a alteração no trato digestivo, o intestino perde força muscular, o que resulta em motilidade retardada levando a constipação; outras consequências são: inflamação do estômago, crescimento bacteriano anormal e grande redução do débito de ácido prejudicam a digestão e absorção. A composição corporal geralmente está relacionada com a perda (ou ganho) de peso e declínio da massa corporal; outro fator importante é a diminuição dos sentidos do olfato e paladar, que podem reduzir o apetite. A questão hormonal que deve ser levada em consideração é a diminuição da secreção de insulina pelo pâncreas. As células tornam-se menos responsivas, causando metabolismo anormal de glicose.

Uma alimentação saudável e variada é fundamental para que o idoso sinta prazer em se alimentar, com o objetivo de manter nosso organismo em perfeito funcionamento, fortalecer os ossos, construir e reconstruir tecidos musculares. E no verão, período de altas temperaturas, os cuidados devem ser redobrados, exigindo precaução quanto a higiene e conservação adequada dos alimentos, visando alimentos mais frescos, com pouca gordura e produtos sem agrotóxicos.

 

Alimentos importantes no cardápio de idosos

 Cereais integrais: Há diversas maneiras de adicionar os cereais integrais no cardápio. Farinhas e flocos de quinoa, amaranto, aveia, arroz e trigo podem ser utilizadas no preparo de receitas de bolos e muffins. Outra opção é a inclusão dos cereais (arroz integral, massa integral, quinoa, amaranto) em cozidos, ensopados e sopas. Os flocos podem ser adicionados, ainda, no preparo de mingaus, vitaminas ou adicionados a iogurtes.

Hortaliças e frutas: As hortaliças e frutas devem fazer parte do cardápio diário devido ao seu alto teor de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Esses nutrientes são fundamentais para a prevenção e para o controle de doenças. Quando houver dificuldade de mastigação, deve-se optar pelas hortaliças cozidas, na forma de purês ou em sopas. Algumas hortaliças podem ser adicionadas a sucos.

As frutas podem ser consumidas amassadas ou na forma de purês, smoothies, vitaminas e sucos. Compotas de frutas sem adição de açúcar também são boas opções.

Proteínas: Como fonte de proteínas, deve-se dar preferência para carnes macias, peixes sem espinhas, tofu, manteiga de amendoim ou de amêndoas e ovos mexidos ou cozidos. A inclusão de grãos e sementes como quinoa, amaranto, chia e leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja) também contribui para o aumento do aporte de proteínas na dieta. Se necessário, esses alimentos podem ser batidos em sopas.

Laticínios: Para aqueles que não possuem restrições ao consumo de laticínios, podem ser incluídos no cardápio leite desnatado, queijo cottage e iogurte natural. Como substitutos podem ser incluídas as bebidas vegetais de arroz, soja, quinoa, amêndoas e aveia, além de iogurte à base de soja.

Fibras: A constipação intestinal é uma queixa muito comum em idosos, especialmente quando há alteração na consistência da dieta e menor ingestão de alimentos que sejam fonte de fibras.

Ômega-3: Auxilia no controle e na redução do colesterol, dos triglicerídeos e da pressão arterial, o que diminui o risco de doenças cardiovasculares. Aliado da memória, do tratamento contra a depressão e da prevenção do Mal de Alzheimer, possui ação anti-inflamatória, sendo indicado para casos de obesidade, de artrite e também para praticantes de atividades físicas. Está presente, por exemplo, em alimentos como o salmão, o atum e a sardinha.

Vitamina E: Exerce atividade antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce das células e ajudando na proteção dos neurônios. Boas fontes alimentares dessa vitamina são o óleo de abacate, o creme de amendoim, os grãos integrais, a semente de girassol e as nozes.

Colina: Vitamina do complexo B que contribui para a formação de neurônios. Também está associada com a melhora da depressão e da função cognitiva. É encontrada na lecitina de soja e na gema de ovo.

Cálcio + Vitamina D3: A osteoporose, assim como outras doenças de cunho ósseo, pode ser prevenida com o consumo regular de suplemento à base de cálcio e de vitamina D3, por exemplo. Uma vez que, para o cálcio ser absorvido, é indispensável a presença da vitamina D3.

Vitaminas do Complexo B: As vitaminas do complexo B são necessárias para a produção de neurotransmissores, assim como têm relação com o fortalecimento do sistema imunológico e da memória. De modo geral, estão relacionadas com a saúde do nosso cérebro. Outra função dessas vitaminas é propiciar o aumento da disposição e da energia, evitando a fadiga e o cansaço durante o dia.

 

“Não tenha medo de envelhecer. Nossa maturidade é determinada por nossas escolhas. Escolha bem e envelheça bem”.

Pós graduada em Nutrição Clínica com Ênfase em Doenças Crônicas e Transtornos Alimentares e Pós graduanda em Nutrição Clínica Funcional, a Nutricionistas Maria Gabriela Albuquerque Vasconcellos atende na Clínica Pró Saúde, em Ibirubá (fone 3324-4484)