Ibirubá Saúde
Importância da vacinação contra gripe na pandemia – por Dr Juliano Piva
26 abril 2021 | Ibirubá Saúde
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A Influenza, conhecida como gripe, está entre as viroses mais frequentes em todo o mundo e, desde os primórdios da humanidade, é causa de surtos e agravos à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são notificados todos os anos cerca de 1 bilhão de casos da doença, dos quais 3 a 5 milhões são graves — incluindo 290.000 a 650.000 mortes. A estimativa é a de que entre 5% a 10% da população seja infectada.

A transmissão ocorre pelas secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir, mas também pode acontecer por meio do contato das mãos com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Nessas situações, o indivíduo leva o agente infeccioso das mãos diretamente para a boca, nariz e olhos.Pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo vírus influenza, mas alguns grupos estão mais propensos a desenvolver as formas graves da doença. Nesse sentido, destacam-se as gestantes, puérperas, adultos com mais de 60 anos, crianças com menos de cinco anos e indivíduos que apresentam doenças crônicas, especialmente cardiorrespiratórias, obesidade (IMC ≥ 40), diabetes, síndrome de Down e imunossupressão.

Diferente dos resfriados, causados por outros vírus, a gripe caracteriza-se clinicamente como uma doença de início súbito, com sintomas como febre, dor no corpo, tosse, dor de garganta, coriza, calafrios, tremores, dor de cabeça e perda do apetite. A infecção geralmente dura uma semana e os sintomas podem persistir por alguns dias.

Em determinados casos, principalmente nos grupos de maior risco, a doença pode evoluir com complicações respiratórias, como pneumonia viral ou bacteriana ou outras menos comuns, levar à descompensação da doença de base ou à morte.

A todos os desafios impostos pela influenza, somou-se, a partir de 2020, a necessidade de controlar a COVID-19, responsável por uma pandemia que já matou milhões de pessoas e que vem exercendo uma grande pressão em âmbito global aos serviços de saúde. Neste cenário, as vacinas influenza podem não só prevenir a doença a que se destinam como diminuir o número de pessoas que procurarão as unidades de saúde com sintomas semelhantes aos da COVID-19.

As vacinas influenza disponíveis no Brasil são todas inativadas (de vírus mortos), portanto sem capacidade de causar doença.

A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda o uso preferencial, sempre que possível, das vacinas quadrivalentes, pelo seu maior espectro de proteção. Na indisponibilidade do produto, a vacina trivalente deve ser utilizada de maneira rotineira, especialmente em grupos de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, mantendo a recomendação de vacinação universal.

Dúvidas sobre vacinação Influenza e COVID-19

1) A vacina influenza previne a COVID-19?

Embora um estudo de coorte retrospectivo baseado em prontuários eletrônicos tenha verificado que a proporção de pacientes com teste positivo para COVID-19 era inferior entre os vacinados contra influenza, até o momento não há qualquer evidência científica de que vacinas para outras doenças possam prevenir a COVID-19. Este achado pode estar relacionado a muitos fatores, que deverão ser melhor investigados em outras análises.

Dessa forma, até que a vacina COVID-19 se torne amplamente disponível, a vacina influenza deve ser promovida como ferramenta para reduzir a carga de doenças respiratória durante a pandemia.

2) As vacinas influenza e COVID-19 podem ser realizadas no mesmo dia?

Não. A campanha de vacinação contra a influenza coincide com a realização da vacinação contra a COVID-19. Pessoas que façam parte dos grupos prioritários de ambas as campanhas devem ter a vacinação contra a COVID- 19 priorizadas. Nestas situações, deve-se agendar a vacina influenza respeitando o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.

Todas as medidas de prevenção à transmissão da COVID-19 deverão ser adotadas nas campanhas.

3) Quanto tempo após ter tido COVID-19 poderá ser aplicada a vacina influenza?

Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-CoV-2. É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença.

Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela COVID-19 em atividade, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer em até duas semanas após a infecção, a vacinação deve ser idealmente adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas. No caso de pessoas assintomáticas, o período é de quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva.

A vacina contra a gripe está disponível na Pivacinas para sua proteção. Não vacile, vacine-se e não deixe a gripe atrapalhar sua vida.

 

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