Manifestantes voltam a bloquear a ERS 223 em Ibirubá
8 agosto 2017 |
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Mesmo após decisão proferida na sexta-feira (4) pela 6ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, a qual determinou o desbloqueio das rodovias atingidas por protestos dos caminhoneiros, na manhã de segunda-feira novas manifestações voltaram a acontecer em diversos pontos do Estado.

Em Ibirubá, um grupo de caminhoneiros descontentes com a atual situação da categoria concentrou em frente ao Posto Cotribá para protestar. Foram queimados pneus e os manifestantes paravam caminhões convidando os colegas a juntar-se à mobilização. Os veículos ficaram estacionados no pátio do Posto por algumas horas, durante toda a manhã.

A Reportagem conversou com alguns motoristas que, em sua maioria, não concordavam em ficar parados durante tantas horas – são contra o aumento no combustível, mas acreditam não surtir efeito o protesto da forma como estava sendo conduzido.

Irineu Petri, motorista há mais de 40 anos, integrante da Associação dos Motoristas de Ibirubá e um dos organizadores do protesto, afirmou que a mobilização se deve por um motivo principal: o aumento do PIS/Cofins, que elevou o preço do diesel. Além disso, protestam também por mais segurança no trânsito e um reajuste na tabela dos fretes.

Pouco depois do meio dia, a Polícia Rodoviária esteve no local conversando com os manifestantes e pediu para que o bloqueio fosse suspenso. Após um debate acalorado, as parte entraram em um consenso e a pista foi liberada.

A Polícia Rodoviária, atendendo solicitação realizada pela Federação das Indústrias do RS (Fiergs) à Polícia Federal e ao Secretário de Segurança do Estado, fez valer o artigo III da Lei 13.281, de 4 de maio de 2016, a qual prevê multa e penalidade administrativa para quem interromper a livre circulação nas vias públicas. Porém, à tarde, os manifestantes voltaram a se concentrar no Posto Cotribá.

Na região, foram registrados bloqueios também em Cruz Alta, Ijuí e Espumoso.

Pneus queimados novamente foram utilizados para sinalizar o protesto

Manifestantes convidaram os colegas a unir ao movimento