Tapera
Ministério Público dá início ao projeto “Promotoria na Comunidade”
2 setembro 2017 | Tapera
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A Promotora de Justiça da Comarca de Tapera, Marisaura Inês Raber Fior, deu início nesta terça-feira, 29/8, ao projeto “Promotoria na Comunidade”, quando ela ouve e dá os encaminhamentos a variadas questões da comunidade. O primeiro atendimento fora do gabinete aconteceu na EMEF Presidente Costa e Silva, no Bairro Brasília.

Foram dez atendimentos pré-agendados, onde a comunidade pode consultar sobre direitos e deveres baseados em leis de diversos assuntos: família, pensão alimentícia, idoso em risco, inventários, desentendimento entre vizinhos e outros. São os mesmo assuntos que a promotoria atende normalmente no Fórum, às sextas-feiras.

Segundo a promotora Marisaura, o objetivo atendimento perto da comunidade, uma vez que para muitos é difícil chegar até o Fórum, pela distância e dificuldade de locomoção. Se houver interesse, o trabalho pode ser levado a outras comunidades, o que depende da manifestação de segmentos como associações de moradores ou escolas. A promotora lembrou: “Se a comunidade quiser este atendimento mais próximo, continuaremos fazendo. Isso poderá acontecer uma vez por mês”.

Racismo ganha ênfase na escola

A promotora de Justiça também falou aos alunos de leis sobre o racismo, e de como proceder nestes casos. A turma do 8º ano, coordenada pela professora Bruna Kunzler, está realizando este trabalho dentro do Programa A União Faz a Vida, com o tema “O amor incondicional superando o racismo”.

Os estudantes já realizaram um encontro no educandário com o Grupo de Núcleo de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas (NEABI), do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do RS – Campus Ibirubá (IFRS), no dia 23/09.

Na oportunidade, o professor Edilson Brito falou sobre a problemática do racimo no Brasil e no mundo, abordando os reflexos da escravidão até os tempos atuais. Além disso, Brito também esclareceu dúvidas sobre a polêmica em torno da “Lei da Cotas”, bem como sobre a determinação da cor da pele (branco, pardo, negro, indígena).

O bate-papo foi em clima agradável, oportunizando, entre outras coisas, conhecer um pouco mais sobre a cultura da raça negra, suas origens, vestimentas, traços de personalidade, valorizando assim sua descendência, como de todas as outras raças, etnias e credos.

Ao final do encontro, os alunos foram contemplados com uma arte em grafite “Racismo Não”, feita sob a coordenação da professora Lilian Cordeiro e alunos do Núcleo. A arte ficará marcado nos muros da escola, auxiliando a conscientização de todos.