MP faz operação contra grupo suspeito de fornecer material de higiene fraudado em licitações
17 novembro 2017 |
Compartilhe:

São cumpridos mandados de busca e apreensão em diversas empresas que, segundo o MP, são das mesmas pessoas, mas que estão em nome de laranjas

O Ministério Público do Rio Grande do Sul realiza uma operação na manhã desta sexta-feira (17) contra uma organização criminosa apontada como responsável por fraudes em licitações, além de crimes contra a administração pública e contra as relações de consumo.

São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em empresas de Erechim, Passo Fundo, Paulo Bento, Vila Maria, Tapera, e também nos municípios catarinenses de Balneário Camboriú e Braço do Norte.

As investigações foram iniciadas na cidade de Estrela, no Vale do Taquari, quando foram identificados problemas na qualidade de quantidade de gazes e toalhas de papel compradas por meio de licitação.

A embalagem da gaze apontava 50 unidades, mas continha apenas 178, além de problemas semelhantes nas tolhas de papel e gaze hidrófila, que também foram entregues em quantidades menores que o contratado.

Além da situação verificada em Estrela, em Erechim a Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual registrou denúncia semelhante.

Na investigação, conforme o Ministério Público, foi verificado que muitas das empresas são comandadas por laranjas, além de fraudes nas embalagens dos produtos.

A organização investigada é composta por quatro pessoas responsáveis por todas as empresas investigadas.

De acordo com o MP, os suspeitos distribuem e participam da fabricação e comercialização de produtos médicos-hospitalares e de higiene fora das normas legais, e que vinham de empresas que não possuíam alvará sanitário ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apesar de serem condições exigidas para a venda destes produtos para órgãos públicos.

Os produtos adulterados eram vendidos por empresas que estavam em nome de laranjas , segundo o MP, para ocultar os crimes e a evolução patrimonial dos investigados.

Por: RBS TV

Material apresentava problemas na quantidade e qualidade, conforme o Ministério Público (Fotos: Divulgação/MP)

 

Confira mais em http://www.mprs.mp.br/noticias/45710/