Agricultura
Mulheres garantem permanência da família no interior
1 agosto 2017 | Agricultura
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Propriedade tem 25 vacas das raças Jersey e Holandesa

Adelaide, Marisa, Gilmar e seus pais Pedro Norberto e Malvina Mai mostraram vontade e determinação na bovinocultura de leite em Linha São Rafael/Tapera. As 25 vacas que a família mantém – das quais 20 lactantes – produzem 580 litros de leite por dia, média de 26 litros/vaca/dia, produtividade que se deve à melhoria genética das raças Holandesas e Jersey.

Há 40 anos, os animais produziam apenas 12 litros vaca/dia. Passaram-se anos e a situação ficou complicada. Com baixa produtividade e proporcional retorno, ou se investia no melhoramento do rebanho ou cessava a atividade.

Segundo Adelaide e Marisa, o segredo, depois da genética, é a alimentação, à base de pastagem anual de inverno e verão: azevém, sorgo, milheto e capim pioneiro. Tudo isso complementado com ração e silagem feita na própria propriedade, com milho e feno.

A entrega da produção leiteira é feita duas vezes ao dia para a Cooperativa Santa Clara. São duas famílias, a do pai e filhas e do irmão, que têm o leite como a base mantenedora da propriedade rural.

Adelaide e Marisa tomaram à frente na responsabilidade de estar dispostas de domingo a domingo para fazer a ordenha. A parceria do irmão, que faz os serviços mais pesados, como alimentar os animais e preparar o feno, forma uma equipe perfeita em mais uma pequena propriedade que deu certo.

Todo o trabalho é feito dentro das exigências sanitárias. A sala de ordenha é higienizada sempre após terminar a tirada do leite.

“Decidimos ficar com a produção de leite. É um trabalho bom, você tem parte do dia livre para fazer outras coisas. Nos adaptamos à rotina, mas tem que gostar,” diz Adelaide.

O restante da propriedade de 50 hectares é dividia entre algumas culturas, como a da soja, relata Seu Norberto, que criou dez filhos com a agricultura. Eles foram casando, saindo, cada um tomando o seu rumo. “Esses (Adelaide, Marisa e Gilmar) preferiram ficar e estamos muito bem hoje. Só com milho e soja não sobreviveríamos naquele tempo, e nem agora”, completa ele.

Adelaide, Marisa, Pedro Norberto e Gilmar

 Sala da ordenha