Ibirubá
Nova diretoria da Farsul é eleita
Ibirubense Elmar Konrad continua na vice-presidência da entidade
11 outubro 2021 | Ibirubá
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Foi confirmada na terça-feira (5) mais uma gestão para Gedeão Silveira Pereira na presidência da Farsul e Elmar Konrad na vice-presidência. Dos 131 sindicatos aptos a votar, 112 compareceram e elegeram a Chapa 1 de forma unânime. Esta foi a 43ª eleição realizada pela federação de agricultura mais antiga do país, com 94 anos de existência. O novo mandato se inicia no dia primeiro de janeiro de 2022 e vai até 31 de dezembro de 2024.

Após o anúncio do resultado, Gedeão avaliou que não ter oposição foi uma mensagem muito forte da classe: “Quando vocês vêm até aqui para votar com chapa única, mostra que a Federação atende aos seus anseios. Estou muito orgulhoso! Isso nos encoraja, mas dá responsabilidades”, declarou.

Para a próxima gestão, o presidente reeleito apontou os três principais temas a serem tratados: o programa Duas Safras, as questões judiciais envolvendo meio ambiente e a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). “Se essas metas forem atingidas, deixo esta casa com a sensação de missão cumprida”, revelou.

Junto com Gedeão, outros 30 diretores, todos produtores rurais, serão responsáveis por defender os interesses do setor, representando milhares de produtores rurais do estado. É missão da Farsul honrar a vocação de produzir, de defender o direito de propriedade, a livre iniciativa, a economia de mercado e os interesses do país. O presidente da entidade aproveitou para agradecer àqueles que deixarão a diretoria no próximo mandato. “Vocês ajudaram a construir esta gestão vencedora e, hoje, vieram aqui, votaram e aprovaram este trabalho”, destacou.

A atual diretoria sofreu uma renovação de 40%, com o número de mulheres sendo ampliando. Agora, são quatro compondo o quadro: Margarete Marques e Maria Tereza Mendes como diretoras suplentes, Teodora Lütkemeyer como titular do Conselho Fiscal e Márcia Mueller Medeiros como suplente do Conselho Fiscal.

Confira a tabela da nova diretoria com nome, cargo e cidade de cada representante:

A redação do VR conversou com o vice-presidente Elmar Konrad sobre sua reeleição:

VR: Qual a importância da Farsul para o Rio Grande do Sul?

Elmar: Hoje, os produtores rurais são representados, em sua grande maioria, pela entidade máxima, que é a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que é composta por 27 federações, entre as quais a do Rio Grande do Sul, que é a mais antiga instituição dentro da CNA. [A Farsul] é composta por 138 sindicatos. [Foram] aptos a votar, no dia, 131, os quais nos reconduziram ao cargo. A chapa única teve uma alteração de 40%. Ao todo, são 31 integrantes. O sistema Farsul é muito importante no que diz respeito à defesa dos interesses políticos, econômicos e sociais dos produtores. Nosso lema da Farsul é ‘produtor não tem tamanho’. Então, a gente faz a representatividade, independentemente de o produtor pagar a contribuição sindical ou não. Fornecemos todos os subsídios para o produtor através dos sindicatos, cursos e treinamentos, gratuitamente.

VR: Qual a importância para você em ter sido reconduzido a vice-presidente da entidade?

Elmar: Participo do Sistema Farsul/CNA desde 1997. Sempre tive uma participação muito ativa no que diz respeito à securitização – a razão pela qual eu, como produtor rural, empresa de assistência de planejamento e com amplo conhecimento do sistema financeiro há mais de 20 anos, me considero apto a trabalhar em benefício do coletivo, e não pelo individual.

 

VR: A chapa de vocês foi única e com excelente aprovação dos associados, o que mostra que estão no caminho certo. Como você vê isso?

Elmar: Sem dúvida, e com o cuidado de o presidente ser da metade sul, e o vice, da metade norte do estado, para termos representatividade em todo o estado. A regional de que Ibirubá faz parte é composta por mais 12 sindicatos, de toda a nossa região, uma região muito importante e participativa. Tivemos uma alteração de 40% na chapa e o ingresso de mais mulheres na diretoria. Nós estamos nos reinventando devido à dificuldade financeira, já que as contribuições não são obrigatórias. E a nossa diretoria vai trabalhar, principalmente, na busca de facilitar o processo para o produtor. Defendemos a ideia de que o Rio Grande do Sul precisa fazer duas safras. A ideia é multiplicar a produção em até 45%. Estamos buscando novos mercados produtivos, trabalhando de forma ordenada e sempre buscando o melhor para o produtor.