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Novembro Azul: a prevenção do câncer de próstata e a saúde psicológica
29 novembro 2021 | Social
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O movimento relacionado ao Novembro Azul originou-se no ano de 2003, na Austrália, objetivando chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina, sendo o câncer de próstata o tipo mais frequente de câncer entre os homens brasileiros, depois do de pele.

Conscientizar a população masculina sobre a necessidade de cuidar do seu corpo e também da mente, por vezes, não parece tarefa das mais fáceis, principalmente devido à cultura machista enraizada. Atividades como praticar exercícios, ter uma alimentação equilibrada, parar de fumar, realizar sexo seguro, cuidar da saúde mental e, também, fazer o exame de próstata, periodicamente, não parece tarefa das mais fáceis, pois ainda vivemos numa cultura de educação machista de que “homem não chora, homem não sente, homem deve ser forte”. Isso envolve o preconceito do exame. Muitos homens são diagnosticados quando a doença já está em estado mais avançado, o que pode elevar a taxa de óbitos. Mas, quando o diagnostico for inicial, as chances de cura são de altos índices.

O Câncer de Próstata e a Saúde Psicológica:

Indubitavelmente, cuidar da Saúde Mental é um fator muito importante para os homens que estão com a doença e aqueles que desejam preveni-la, pois diversos fatores podem causar desequilíbrio mental, como um diagnóstico de câncer de próstata, frustrações financeiras, desajustes na família e problemas no ambiente do trabalho. Sentimentos e emoções como a tristeza, medo, angústia e insegurança são algumas das reações experimentadas por homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata. Para muitos pacientes, a possível ameaça à saúde sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição de autoestima e abalar a saúde emocional.

Por isso, faz-se necessário o acompanhamento de um profissional de saúde mental, pois cuidar desta é tão necessário quanto cuidar da saúde física. Os resultados no tratamento podem ser muito positivos como, por exemplo, melhorar a autoestima do paciente, a autoconfiança e a esperança.

 

Profª. Drª. Sibila Luft

Doutora e Mestra em Educação/UFSM, Psicóloga/UCPEL – CRP 08007. Coordenadora do Curso de Psicologia da URI/Santiago. Poeta e escritora. Professora da UFSM (2001/3). Técnica Social do Governo Federal (2002/9).