Educação
Os Institutos Federais e o desenvolvimento regional em pauta
11 julho 2017 | Educação
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Os Institutos Federais fazem parte de um projeto inédito no mundo, transformador da realidade do ensino brasileiro. Antes dos IFs, só tinham acesso ao ensino de qualidade os filhos das classes sociais mais altas, ou seja, estudantes que podiam pagar por um curso superior. No formato em que foram projetados (semelhante ao College desenvolvido no Canadá), os Institutos Federais são capazes de atender o estudante que busca um ensino técnico profissionalizante e também aquele que quer embrenhar-se na pesquisa acadêmica, tendo a chance de cursar um mestrado e até o doutorado. Tudo isso com apenas 50% dos investimentos aplicados em uma universidade tradicional. Mas se você ficou surpreso com estas informações, não se empolgue. Tudo isso pode deixar de existir. No último ano, o governo federal vem promovendo o corte e o congelamento dos investimentos na educação.

O debate em torno desta situação vem ocupando a comunidade acadêmica. Na maioria das pesquisas realizadas em todo o país, quando a pergunta é sobre qual deveria ser a prioridade de investimento do governo, as respostas apontam o setor da educação. Os brasileiros entendem que a base da qualificação na criação, no processo produtivo e no desenvolvimento econômico e social de uma nação está na preparação do técnico, do profissional.

Atenta a estes movimentos, a Assembleia Legislativa do RS  está promovendo eventos, por meio do Fórum dos Grandes Debates para que seja discutida a importância dos Institutos Federais no desenvolvimento e crescimento do Rio Grande do Sul. O próximo debate acontece em Ibirubá, nesta quinta feira, dia 14/07, às 9h30min, na Casa de Cultura.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, deputado Nelsinho Metalúrgico, afirma que se o problema é o momento da economia,  o governo está equivocado na decisão de cortar gastos da educação:  “Vivemos uma crise, mas não é reduzindo recursos dos Institutos Federais que vamos sair dela. Qualificar os gastos é mais importante. O governo tem que ter a capacidade de fazer apostas seguras, ampliar a capacidade de produção e não de transformar a população em robôs. Com o desmonte dos IFs vamos ter uma sociedade escrava da própria ignorância”.

Nelsinho lembra que  até 2002, o país tinha somente 140 escolas técnicas. Com a chegada de Lula no governo, o orçamento do sistema federal de educação recebeu investimentos recordes na história. Atualmente os IFs possuem 644 unidades distribuídas em todos os estados brasileiros, presentes em 568 municípios. O Rio Grande do Sul possui 48 unidades, distribuídas em 42 municípios, beneficiando mais de 55 mil alunos. Assim como o ensino técnico, o ensino superior federal ascendeu no mesmo período. O número de vagas ofertadas aumentou de 110 para 240 mil. Atualmente temos 63 universidades federais. Destas, 7 estão no estado gaúcho, com mais de 73 mil discentes.

Deputado Nelsinho Metalúrgico – Assessoria

Foto: Adriana Rodrigues