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Palestra no IFRS aborda prevenção do uso de drogas
26 agosto 2017 | Comunidade
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O problema com drogas infelizmente vem afetando vários jovens em idade escolar. Pensando na prevenção, o IFRS Campus Ibirubá trouxe na tarde de quinta-feira (24) uma palestra sobre o tema com o delegado Domingos Frandoloso, aposentado da Polícia Federal. Estudantes do ensino médio integrado assistiram à palestra no auditório central do Campus Ibirubá.

Domingos trouxe trabalho detalhado. Explicou que, de acordo com a OMS, uma droga pode ser toda substância introduzida em um organismo vivo, capaz de modificar uma ou mais de suas funções. Essas substâncias são capazes de causar dependência física, psíquica e tolerância. Assim, os medicamentos também são considerados drogas; mas o remédio é utilizado para tratar uma patologia, enquanto as drogas para fins recreativos.

“O problema não é tomar uma taça de vinho, e sim um garrafão”

O palestrante explicou que existe uma corrente composta de três itens que mantém o mercado das drogas: produção, distribuição e consumo. Para ele, o único jeito de acabar com o problema das drogas é agindo sobre essas frentes, impedindo a produção e o comércio, e conscientizando a população para evitar o uso.

O ex-policial reforçou que também há uma tríade para o sucesso dessas ações: Informação, Polícia e Judiciário, sendo os dois últimos os responsáveis por prender e punir os envolvidos, e a sociedade responsável por fornecer as informações para que a polícia chegue até os locais adequados.

A abstinência é a principal causa de violência relacionada às drogas, tornando falsa a afirmação de que “a pessoa matou porque estava drogada”. Ainda destacou que a pior droga é aquela que a pessoa escolhe para si e a carga simbólica que atribui à substância.

Após, Domingos falou sobre os tipos de drogas, lícitas e ilícitas. Houve um foco importante no cigarro e no álcool, que são as portas para outras drogas pelo fato de terem seu uso aceito p ela sociedade. O ex-delegado destacou que a moderação é fundamental, embora o ideal seja não usar. Ao final, o palestrante enfatizou que prevenir é o melhor caminho.