Polícia Civil aguarda laudos para elucidar a causa da morte de dentista que estava desaparecida na Região Central
Bárbara possuía parentes em Ibirubá e já realizou atendimentos na cidade
16 outubro 2020 |
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A Polícia Civil de Tupanciretã aguarda laudos do Instituto-Geral de Perícias para dar andamento e concluir o inquérito sobre a morte da dentista Bárbara Machado Padilha, 32 anos, de Tupanciretã-RS.  A principal dúvida é qual foi a causa da morte.

corpo dela foi encontrado em Santa Maria, na tarde de quarta-feira (14), por cães farejadores, em um local 300 metros mata adentro as margens da BR-158, cerca de um quilômetro distante do posto de combustíveis que fica no Trevo do Castelinho. Foi lá que foram registradas as últimas imagens da dentista na noite de sábado (10), poucas horas depois de ela ter saído de casa em um táxi executivo e ido até o local. O enterro ocorreu na manhã desta quinta-feira (15), em uma propriedade rural da família.

Segundo o delegado Adriano de Rossi, responsável pelas investigações, todos os indicativos levam para suicídio. O laudo de necropsia, que apontará a causa da morte e também quando ela ocorreu, deve sair nos próximos dias. Já os exames toxicológicos, que vão apontar se houve ingestão de alguma droga, remédio ou veneno, demoram um pouco mais.

Além disso, também serão analisados dados de pesquisas feitas pela dentista na internet. O objetivo é descobrir se ela procurou por informações que auxiliassem em um planejamento para tirar a própria vida.

Barbara, já tinha realizado atendimentos em Ibirubá e possui parentes em terras ibirubense, nossa equipe entrou em contato com a Glaucia Ribas, que por ser prima do então noivo de Bárbara, mantinha contato direto com a dentista, e em relatos emocionantes sobre a personalidade da dentista, ela descreve Bárbara como uma mulher, doce, gentil e excelente profissional:

“Ela era uma menina muito boa, calma, carinhosa e querida e com um sorriso alegre, que a gente pode ver nas fotos que foram compartilhadas. Ela vivia intensamente, enquanto estava com a gente ela entregava o seu máximo. Além de ser uma ótima profissional, uma mão calma, que sabia fazer o seu serviço perfeitamente, sempre foi uma mulher serena, uma boa dona de casa também, tenho certeza que ela era uma mulher que inspirava as outras. Foi um susto muito grande para a família, um choque, realmente não estávamos preparados para receber esta notícia, até porque ninguém notou que ela estava precisando de ajuda. Mas ficam em nossas memórias as boas lembranças de quem conviveu com ela, a menina que estava sempre disposta a viajar, ir pra cinema, acampar, conhecer cachoeiras, e estar sempre a sorrir”. Conclui Glaucia