Polícia Civil prende maior traficante da cidade
26 maio 2017 |
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O trabalho intenso da Polícia Civil desde o último final de semana acabou desarticulando o maior fornecedor de drogas que atuava em Ibirubá. A Delegada Diná repassou todos os detalhes quarta-feira pela manhã (24).

Por volta das 18h do dia 19, sexta-feira, policiais de Ibirubá e Selbach cumpriram mandado de busca e apreensão em uma residência do Bairro Progresso, sobre a qual havia inúmeras denúncias referentes a tráfico de drogas. Já havia um mandado de prisão preventiva contra o proprietário J.T.

  A.T.O., 21 anos, foi preso no Bairro Progresso

Com ele, foi apreendido maconha e crack

 

O primo do tal J.T., de iniciais A.T.O., 21 anos, chegou na residência e, ao perceber a movimentação da polícia, descartou as drogas no pátio e tentou escapar, sendo preso em flagrante. Ele portava maconha e crack, dinheiro e telefones celulares.

Porém, enquanto os policiais efetuavam a prisão de A.T.O., o primo J.T. acabou fugindo.

A Polícia efetuou buscas ao fugitivo no sábado, sem sucesso. Na tarde de terça-feira (23), o foragido e sua companheira S.S. estavam tentando sair da cidade na carona de um Fiat Siena, no Bairro Floresta, quando foram abordados em uma barreira policial.

O Siena empreendeu fuga com direção perigosa, foi perseguido e parado perto do Clube dos Compadres, na Rua Três de Outubro, Bairro Floresta.

  J.T. havia escapado e se apresentou na DP

Durante a ação, J.T. novamente conseguiu fugir, pois embrenhou-se num mato das proximidades. O condutor do Fiat responderá por direção perigosa, dar guarida ao foragido e, dependendo do que for levantado no inquérito policial, por tráfico de drogas.

Porém, ao saber da prisão de sua companheira, J.T. apresentou-se espontaneamente na DP no final da tarde da terça-feira. Os três foram conduzidos ao Presídio de Espumoso.

Sendo assim, desde a sexta-feira, 19, a Polícia Civil soma três prisões por tráfico em Ibirubá. J.T. era considerado o maior traficante da cidade.

  S.S., de 20 anos, foi presa terça-feira

 

Extensa ficha criminal

S.S., de 20 anos, é natural de Fortaleza dos Valos, mas reside a um bom tempo em Ibirubá. O companheiro J.T., de apenas 22 anos, tem extensa ficha policial e é velho conhecido da Polícia. “Conheço ele desde que iniciei meus trabalhos aqui, há dez anos. Ao contrário do que muitos possam pensar por ele ser o maior vendedor da cidade, o seu poder aquisitivo era baixo, pois era o tipo de traficante que consome mais do que vende”, declarou Diná.

Mais prisões nos próximos dias

A delegada afirmou que novas prisões irão acontecer: “Recebemos várias denúncias desta boca de fumo, até porque estava bastante escancarado. Porém, após fecharmos uma, sabemos que outras bocas de fumo crescem, pois os usuários acabam migrando. Conseguimos desmanchar uma, mas sabemos que tem mais – em torno de cinco, até onde sabemos – e aguardamos aquela ajuda da população através das denúncias, as quais sempre nos são de grande utilidade. Vamos buscar prender outros pontos também”, declarou Diná.

  Delegada Diná falou sobre a ação à imprensa

Ainda segundo a delegada, os celulares apreendidos durante as operações ocorridas na sexta e na terça-feira passarão por quebra de sigilo, e novos nomes podem surgir em breve. Porém, devido à grande demanda das operadoras, o trabalho pode demorar em torno de três meses. “O certo é que vamos chegar aos nomes que estavam comercializando drogas para este traficante. Inclusive, já temos alguns nomes, e nos próximos dias iremos apresentá-los à comunidade ibirubense”, destacou.

Diná afirmou também que há cerca de um ano não eram mais realizadas apreensões de crack no município, somente cocaína. “Agora, a ‘moda’ é usar a pedra de crack e depois fumar um baseado de maconha, ou fazer a mistura e utilizar as duas substâncias juntas. Por isso, o crescente volume de apreensões deste tipo de droga”, disse.

“Hoje, a droga que vem para Ibirubá vem de fornecedores de Não Me Toque (em sua maioria) e Cruz Alta. Já repassamos as informações à polícia destes municípios, e esperamos que estas cidades façam ações para diminuir o tráfico na região e em Ibirubá”, complementou Diná.

Se não houvesse usuários, não haveria tráfico

Diná foi enfática: “Se não tivesse usuários, não haveria o tráfico”. Conforme a policial, a demanda por drogas atualmente é muito grande na cidade. “Hoje, infelizmente o que se vê são muitas crianças de 13, 14, 15 anos usando crack. A polícia, a sociedade e o poder público têm que fazer a sua parte sim, mas a família deve fazer a parte dela, principalmente no trabalho preventivo ou de reabilitação. As pessoas as quais colhemos depoimentos no final de semana passado, ou seja, os usuários e clientes da boca de fumo, todos apresentavam problemas familiares, como abandono e rejeição, dentre outros”, destacou.

“O trabalho deve ser mais preventivo do que repressivo. E, quando falo em trabalho preventivo, falo na prevenção, em incutir na cabeça das nossas crianças que a droga não é o melhor caminho”, finalizou a Delegada Diná.