Agricultura
Pouca chuva interfere na floração em alguma lavouras
20 janeiro 2018 | Agricultura
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Lavoura na ERS 332, entre Tapera e Espumoso

Na análise técnica das lavouras da região de abrangência da Cotrisoja, esta é a fase crítica da cultura da soja. A floração em alta, com a baixa umidade e muito calor, afeta o desenvolvimento da planta. Um broto agora está desenvolvendo de 15 a 20 flores e a alta temperatura leva ao descarte da maioria pela própria planta, segurando apenas umas três. Naturalmente, a planta não tem condições de desenvolver todas as flores, por isso o descarte de algumas, mas o sol muito quente leva a planta a se desfazer das mesmas.

A falta da chuva é ruim e quando chove gera uma fragilidade para as doenças, principalmente a ferrugem. “Mas isso se controla, o que não se controla é a questão climática”, destacou o gerente Tiago Rafael Seibel, engenheiro agrônomo da Cotrisoja.

As chuvas regionalizadas, na área da Cotrisoja, têm sua localização mais crítica na microrregião de Tapera, Barra do Colorado, São Rafael, e na região de Linha Floresta/Selbach, entre os sete municípios de abrangência, afirmou ele. Nessa área, pode haver quebra na produção do grão.

  Tiago Rafael Seibel

O volume ideal de chuva agora seria de 30 a 40mm semanais, ou a cada 10 dias. Com as entrelinhas fechadas pelo plantio direto e boa correção do solo, os riscos de perdas dessa safra são menores. Mesmo com as poucas e esparsas chuvas, umedece o solo e a planta tem uma boa profundidade de raiz para buscar água. Com este manejo, as lavouras ainda se mantém em bom estado.

O sistema de irrigação é pequeno na região e tem alto custo, mas é uma tendência futura. Há linhas de crédito para financiamentos, o que vêm reduzir os riscos da falta de chuva nas lavouras, lembra Tiago.

Na safra 2016/17 foram colhidas em média de 65 a 70 sacas por hectare na área de abrangência da Cotrisoja. Nessa safra de verão, há a expectativa de 70 sacas por hectare, o que depende do clima. Houve aumento da área plantada.

Para o agrônomo, “a lavoura é uma fábrica a céu aberto, que não se controla. O nosso departamento técnico da cooperativa está à disposição dos agricultores para o que pudermos auxiliar”, declarou Tiago.