Agricultura
Produção de laranjas é destaque no interior de Ibirubá
1 agosto 2017 | Agricultura
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A laranja hoje tem boa participação na economia nacional: o Brasil é o maior produtor da fruta e do suco. Apesar de a maior parte da produção estar concentrada em São Paulo e Minas Gerais, estados considerados o “cinturão citrícola”, o plantio da fruta também apresenta bom desenvolvimento em várias outras regiões do país, considerado boa alternativa de renda a pequenos agricultores.

Desde que a terra seja fértil e o agricultor se dedique, não importando o tamanho da área, a frutífera apresenta bom desenvolvimento e os frutos têm demanda garantida no mercado por serem conhecidos como fonte de vitamina C, essencial à saúde.

Em Ibirubá, embora muitos não saibam, também há um grande produtor de laranjas – talvez o único na região. Em uma pequena área de apenas 6 hectares situada na localidade do Pinheirinho, a quase 30 km da cidade, o casal Sadi (Branco) e Mirian Trein, vislumbraram na atividade uma boa alternativa para qualificar suas aposentadorias. O casal reside na Avenida Francisco Emílio Trein, Bairro Floresta há anos, mas adquiriram uma propriedade rural no Pinheirinho.

Branco, aos 68 anos, iniciou suas atividades aos doze anos de idade como oleiro em uma olaria no Passo Bonito. Durante mais de duas décadas, trabalhou na Prefeitura, onde se aposentou há 20 anos. Em 2002, decidiu iniciar o plantio das laranjas em sua pequena propriedade.

Ao todo, são 3 mil pés da laranja de qualidade Valencia (a mais indicada para suco e consumo), plantados em uma área correspondente a 5,5 hectares. Anualmente, são colhidos mais de 100.000kg da fruta cítrica, em uma produção que inicia geralmente em setembro e vai até meados de março. No local, residem os caseiros Paulo e Marita da Silva, que ajudam na produção e também possuem uma vaca leiteira, duas novilhas e um boi.

O casal recebeu a Reportagem do VR no local em uma ensolarada e bonita tarde, e recordou o início difícil: a falta de experiência com a cultura e a busca pelo mercado consumidor. “A cultura é de longo prazo, diferente da soja, que é plantada e o retorno acontece logo. No nosso caso, foram necessários cerca de dez anos para o pomar produzir de forma completa e satisfatória”, disseram.

A produção é vendida em diversos municípios, como Panambi (RS), São Sebastião do Caí (RS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), em cooperativas e fábricas de suco. Em Ibirubá, especificamente, os frutos vão para alguns mercados. Com uma caminhoneta F-1000, o casal também vende o produto de casa em casa – têm boa clientela. “Às vezes, não faço toda a vila (Floresta) com uma caçamba cheia (de laranjas).”, revela Mirian.

Branco não esconde a satisfação e orgulho com a ajuda da esposa: “Ela é a responsável por administrar toda a parte financeira e vendas. Eu faço a parte prática. Inclusive, sai vender nos finais de semana. Ela é, com toda certeza, meu braço direito. Mas, na época da colheita, toda a família ajuda, inclusive os netos”, sorri.

Trein também começou a cultivar uvas: na propriedade há um parreiral de aproximadamente 72 metros, o que rende aproximadamente 700 kg por ano, que vão para a produção de vinho.

No caso das laranjas, especificamente, o casal comercializa o produto in natura a R$ 1,20 o saco com 10/12kg. Quem se interessar pode contatar pelo fone 99100-8099.

Mirian e Branco Trein vislumbraram na produção de laranjas uma boa alternativa de renda há 15 anos