Educação
Professores estaduais pedem apoio na Câmara
8 outubro 2017 | Educação
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Na sessão de segunda-feira, 2, as dependências da Câmara Municipal de Tapera ficaram praticamente lotadas de professores, pais, alunos, professores aposentados e servidores públicos estaduais: todos foram apoiar a categoria, que vem sofrendo pressão com relação aos salários. A professora Melita Inês Gatto, 41 anos de profissão, dos quais 38 anos na Escola Dionísio Lothário Chassot, deu voz à insatisfação dos trabalhadores da Educação.

Foi lembrado que no decorrer desses anos, passaram muitos governadores, desde Amaral de Souza até agora. José Ivo Sartori é o 10º governante no período.

A classe passou anos difíceis nestes tempos, com greves de até 90 dias, mas agora é muito preocupante, pela forma de tratamento que os professores estão recebendo. Há um ano e oito meses, a classe recebe seus vencimentos parcelados, e tem atrasado até o 13º salário, que tem prazo legal para pagamento em 30 de dezembro.

A professora Melita também destacou conquistas do período, mas quando se refere a salário, “é doloroso”. Lembrou ela que há cinco anos a categoria não recebe reajuste: o último foi em 2012.

Para os vereadores, o pedido foi que se manifestem a público em favor dos professores e contrários a intenção do governo de aprovar “o pacote maldade”, como estão chamando as medidas que o governador enviou à Assembleia. Só não foi aprovado (o pacote de medidas) até agora porque os deputados da oposição se retiram, não dando quórum para a votação, lembrou a professora.

De acordo com a vontade expressada nos projetos, as perdas serão ainda maiores. O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) vem promovendo manifestações constantes e a greve está instalada – apesar de que em Tapera as escolas estão trabalhando. Melita pediu que o legislativo taperense pressione os deputados a votar contra os projetos do governo José Ivo Sartori.

Além da PEC das privatizações, os professores e outras categorias de servidores estão mobilizados contra outras quatro propostas de emenda constitucional (PEC):

  • PEC 242/2015: extingue a licença-prêmio
  • PEC 256/2016: extingue a remuneração de servidores em exercício de representação sindical
  • PEC 258/2016: acaba com os adicionais por tempo de serviço
  • PEC 257/2016: acaba com a obrigatoriedade de pagar em dia os salários e o 13º

O presidente da casa, vereador Neri Nunes dos Santos, garantiu a todos os presentes que será enviada uma moção em nome de todos os vereadores à Assembleia Legislativa do RS, atendendo ao pedido da categoria.

Desde fevereiro do ano passado, os salários dos servidores do Poder Executivo Estadual vêm sendo pagos de forma parcelada. A última vez que isso ocorreu foi no ano de 2007, no governo de Yeda Crusius.

Bom público acompanhou o ato

Foto em detaque: Professora Melita denominou intenção do Governo Sartori de “pacote maldade”