Tapera
Professores pedem apoio em manifestação
21 outubro 2017 | Tapera
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A pergunta é: “Que futuro terão as crianças?”

Os professores e alunos das escolas Dionísio Lothário Chassot e Oito de Maio realizaram uma manifestação pelas ruas centrais de Tapera na manhã de segunda-feira, 16. Um número significativo de integrantes dos dois educandários encontraram-se às 10h30min na esquina do antigo curtume e seguiram pela Avenida XV de Novembro até o supermercado Santa Clara, voltando pela Rui Barbosa até o palco da Praça Dr. Avelino Steffens.

Portando faixas e cartazes, protestaram chamando a atenção para a situação do funcionalismo público estadual. O atraso no pagamento dos salários dos professores vem castigado os servidores. Em Tapera, os estudantes estão em sala de aula, mas em muitos municípios há greve.

Mesmo com poucas vozes, as palavras dizem muito. A professora Melita Gatto falou da indignação pelo tratamento que os profissionais vêm recebendo por parte do Governo do Estado. A greve dos professores iniciou dia 5 de setembro e conta com 70% de adesão. Em Tapera, as aulas continuam, mas acompanham o movimento, inclusive em Porto Alegre.

O apelo dos professores é que os deputados votem contra o projeto que propõe fim na data de pagamento dos vencimentos no último dia de cada mês, que o 13º salário esteja em dia até 31 de dezembro, e que seja mantida a licença prêmio que o professor tem direito depois de 25 anos de trabalho. Foi uma conquista obtida há 50 anos, e equivale ao FGTS que foi retirado da categoria.

A Professora Melita lembrou o quanto é difícil ser professor hoje. Tapera tem professor de toda a região vindo dar aula. No Curso Magistério do Imaculada são pouquíssimas alunas que encaram a possibilidade de seguir na profissão.

“Só na sala de aula é que se forma o cidadão”, argumenta Melita. A professora lembrou que falta o apoio da comunidade, dos pais, que até convocados, mas não participam. “A Educação está indo para (o rumo da) a privatização, aí os pais vão se preocupar quanto tiverem que pagar por isso”.

A professora Cleonice Barboza, que representa o sindicato da categoria no município, também deixou sua manifestação de repúdio a situação. Tem professor que fez empréstimo bancário para se manter e poder chegar até a escola, e está pagando altos juros por isso. “Muitos pagam para trabalhar”, lembrou ela.

Ato ocorreu na Praça Dr. Avelino Steffens