Protesto contra as reformas mobiliza milhares em Ibirubá
28 abril 2017 |
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A região integrou o movimento nacional ocorrido nesta sexta-feira em todo o país, quando foi convocada uma greve geral contra as reformas do Governo Federal. Em discussão, especialmente, a perda de direitos no que se refere à reforma trabalhista e da Previdência Social.

Em Ibirubá, ocorreu um protesto pela manhã, junto à Praça General Osório, com participação de vários setores da sociedade: representantes dos Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Ibirubá, Selbach, Tapera e Quinze de Novembro, Fetag, Regional Sindical, Sindicato dos Metalúrgicos de Ibirubá (STIMMME), Sindicato Patronal Metal-Mecânico, Sindicato dos Comerciários, professores, agricultores, servidores públicos em geral, cooperativas, movimentos sociais, militantes de partidos políticos, prefeitos, vereadores e demais autoridades municipais de toda a região.

A programação iniciou na Praça, seguida de uma caminhada pelas principais ruas da cidade – puxada por uma junta de bois e tratores – e grande concentração e manifestos junto ao trevo de acesso principal, na ERS 223, que permaneceu trancado durante toda a manifestação.

Várias lideranças da comunidade se somaram ao movimento. Um número superior a 2 mil pessoas foi registrado durante o protesto.

“O objetivo foi fazer com que as pessoas reflitam e percebam a seriedade do momento, e tragam o seu apoio, independente de cores partidárias”, disse o vereador Henrique Hentges (PT), um dos organizadores.

Os bancos também aderiram ao movimento, fechando suas portas e exibindo faixas de apoio. A ACISA acordou com os comerciantes fechar as lojas entre as 10h e o meio dia, o que foi cumprido apenas por alguns. Pelo menos quando a grande caminhada ocorresse, as portas dos estabelecimentos deveriam ser fechadas em respeito ao movimento.

Trabalhadores do setor metal mecânico trabalharam durante todo o dia normalmente. Nas escolas municipais não ocorreram aulas (o dia será recuperado posteriormente). Algumas escolas estaduais optaram por não ter aulas e outras paralisaram as atividades somente durante 60 minutos a cada turno. No Sinodal e Escola Estadual Edison Quintana, por exemplo, as aulas transcorreram normalmente.

A ideia é conscientizar a população sobre a perda de direitos a que a população está submetida caso seja aprovada a mudança na legislação. Note-se que essas medidas, apesar aprovadas de forma oficial, serão implantadas em momento bastante sensível do país: milhões de pessoas serão afetadas por decisões tomadas sem a devida discussão e escrutínio público.

Vale lembrar que estas reformas estão sendo propostas por um governo sem legitimidade.

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