Política
Reforma da previdência: perda de direitos dos agricultores começa a ganhar debate
6 fevereiro 2017 | Política
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FOTO2: Fior falou sobre a Reforma da Previdência na Câmara Municipal

Fior falou sobre a Reforma da Previdência na Câmara Municipal

A última sessão da Câmara de Vereadores, ocorrida na segunda-feira (30/1) contou com a presença do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ibirubá, Leonir Fior, que utilizou o espaço em tribuna para falar sobre os prejuízos que a reforma da previdência proposta pelo governo Temer irá trazer aos agricultores e demais trabalhadores.

A convite do vereador Henrique Hentges (PT), Fior explanou a situação e pediu apoio aos demais vereadores em uma frente de apoio, que conversem com os deputados para que os mesmos intercedam.

A Reportagem do VR esteve no STR na manhã de ontem, e conversou com Leonir, que falou sobre a preocupação com os prejuízos que a possível aprovação da reforma irá trazer aos trabalhadores.  “Nos próximos meses será colocada em votação a reforma. A Câmara dos Deputados tem de onze a 40 sessões para ajustar o projeto e colocá-lo em votação, o que deve ocorrer, acredito, entre março e abril. Até lá, queremos organizar frentes e tentar convencer o máximo número de deputados a, pelo menos, acrescentar emendas ao projeto, no sentido de amenizar os prejuízos aos trabalhadores. Por isso, explanei a situação aos vereadores e solicitei apoio. Felizmente, já contamos com 121 deputados a nosso favor. Quero deixar bem claro que não somos contra a reforma, bem pelo contrário, ela se faz necessária, mas não da forma absurda como está sendo proposta”, explicou.

“Há muitos que afirmam que o agricultor só dá prejuízos à Previdência. Discordo disso, pois até mesmo após a aposentadoria eles continuam contribuindo, afinal, 2,1% de tudo que é vendido pelo Bloco do Produtor Rural vai para a previdência. Além disso, sabemos que a agricultura apresenta uma jornada de trabalho bem difícil e árdua. Por isso, não seria justo a perda dos benefícios hoje existentes. Por exemplo, os agricultores não terão mais direito à pensão por morte (terão que optar entre a aposentadoria própria ou a pensão) e a mulher vai se aposentar aos 65 anos, mesma idade do homem, perdendo, assim, dez anos para se aposentar. Muitos nem chegam até lá”, lamentou Fior.

 

Mobilização

No dia 16 de dezembro, os STRs da região, em conjunto com a Fetag, realizaram uma grande mobilização em Ibirubá, no sentido de chamar atenção da comunidade e dos governantes sobre os prejuízos da Reforma. Participaram 300 pessoas. Fior afirma que, até o dia da votação, várias mobilizações continuarão sendo realizadas: “Estamos analisando a viabilidade de fazer uma grande mobilização durante a Expodireto, em Não Me Toque, que acontece em março. Porém, antes disso, iremos participar no dia 23/02 do Grito de Alerta em Santa Rosa. Semanalmente, uma regional dos STRs ficará encarregada de fazer uma espécie de ‘vigília’ em Brasília, para pressionar os deputados”, revelou.

 

Câmara

O vereador Henrique Hentges afirmou que uma comissão está sendo criada no Legislativo ibirubense, a seu pedido, para debater semanalmente a Reforma da Previdência. A Câmara entra em recesso neste mês, e deve retomar suas atividades no início de março. Para que a comunidade entenda, o recesso tradicionalmente é realizado em janeiro e fevereiro, mas no primeiro ano de mandato de uma nova administração as sessões são realizadas em janeiro, até para que a comunidade possa conhecer melhor os vereadores eleitos.