Segundo intenção do Governo do Estado, Ibirubá seria referência em maternidade
22 abril 2017 |
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A Famurs realizou segunda-feira, 17, uma reunião com prefeitos, secretários de saúde dos municípios e representantes da Secretaria de Saúde do Estado para falar sobre a intenção do Governo Sartori de regionalizar a realização dos partos. As gestantes dos municípios menores teriam então de se dirigir a outras cidades para o procedimento.

Estiveram na capital gaúcha o prefeito Abel Grave, a secretária Carlota Artmann e a enfermeira Joice Marques. A proposta original da Secretaria da Saúde do RS é de que estruturas responsáveis por realizar menos de 365 partos por ano deixariam de prestar o serviço, que seria absorvido por hospitais maiores.

O governo alega que os municípios de menor porte não têm condições adequadas para o procedimento, e há ainda o índice de mortalidade.

Segundo a Famurs, esta determinação poderia afetar mais de 100 municípios gaúchos. “A regionalização dos partos pode acarretar em problemas de logística, sociais e econômicos”, criticou o vice-presidente Marcelo Schreinert.

Por economia, Estado se propõe a estimular hospitais maiores a disponibilizar o serviço – com a contrapartida de qualificá-lo

O secretário adjunto da Saúde do RS, Francisco Paz, explicou que cada município terá autonomia para decidir. Hospitais que realizam partos em pequenas e médias cidades podem deixar de prestar o serviço, e ingressar na rede de atendimento organizada pelo Piratini. Neste caso, os procedimentos serão realizados nos hospitais regionais de maior porte. “Os demais hospitais que não estiverem na rede continuarão a fazer partos. Nós não pretendemos fechar hospitais”, remendou Paz.

O administrador do Hospital Annes Dias, Odair Funck, e Carlota participaram recentemente de reunião sobre o assunto na Coordenadoria Regional de Saúde, em Cruz Alta, quando ficou definido que a região teria três hospitais de referência atuando como maternidade: Tupanciretã, Cruz Alta e o Annes Dias.

Odair afirma que o Hospital Annes Dias tem condições e deseja ser referência na especialidade. “Entretanto, precisamos de uma mobilização política regional para viabilizar ao nosso hospital investimentos em custeio e infraestrutura para atender os requisitos exigidos”, destaca.