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“Sem Nome”: tradição, alegria e muita amizade
Grupo formado por amigos há 55 anos em Ibirubá mantém–se até hoje
2 agosto 2021 | Social
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O grupo de amigos denominado “Sem Nome” foi fundado em Ibirubá no dia 15 de julho de 1965 com a finalidade de reunir, na época, uma turma de jovens amigos. Os encontros aconteciam na casa de cada integrante, onde ocorriam reuniões dançantes. O nome surgiu quando os amigos resolveram participar do carnaval, pois na ocasião, quem integrava um bloco não precisaria pagar ingresso.

“Nós nos reuníamos com muita alegria e espontaneidade, sem compromissos, sem pretensões maiores, única e exclusivamente para estarmos juntos. Tinham as ‘festinhas’ de aniversários, e não tendo, inventava-se uma. Ríamos, namorávamos, dançávamos, quase sempre ao som do toca discos do Ivanor”. É o que diz um relato feito por Lia Capeleto e publicado na página do grupo no Facebook.

De acordo com Mari Ignes Schafer, outra integrante, “é uma amizade verdadeira. Até hoje, acontecem nossos encontros, e é sempre muito bom, como se nunca tivéssemos nos separado. A gente se reúne e se diverte muito. Até hoje, entrosamos os maridos, filhos… Para você ter ideia, até meu neto tem camisa do Sem Nome. Eu tinha 14 anos quando entrei no grupo, hoje tenho 68 e ainda faço parte.”

O grupo, que inicialmente era formado por ibirubenses, também conta, hoje, com integrantes do Brasil inteiro, pois conforme os membros foram se casando e construindo suas vidas pessoais e profissionais em outras cidades, foram agregando os recém-chegados à associação. O que nunca deixaram foi de pertencer ao Sem Nome. Os encontros acontecem uma vez ao ano, sempre na casa de um dos integrantes. “Seja onde for, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, o grupo vai e passa dias maravilhosos juntos. Nossa amizade é muito especial”.

O Sem Nome completou 55 anos de atividades neste ano, e parou de se encontrar somente devido à pandemia. Os integrantes ibirubenses que participam até hoje do grupo são Magrão e Neca Hepp, Natalino e Berenice Bublitz, Neiva e Décio Cervieri, Mari Ignes Schafer, Nelcinda, Norma Wommer, Norma Schäffer e Nelson Bohrz (sócio-fundador) e Gládiz. Atualmente, o grupo reúne em torno de trinta pessoas ativamente ligadas. O casal Lia e Sadi Capeleto, de Florianópolis (SC) são considerados o casal presidente.

Os 50 anos da agremiação foram comemorados em Ibirubá. O evento aconteceu nas dependências da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) e reuniu mais de 150 pessoas.

Além de encontros considerados memoráveis, a turma gravou seu nome na história da cidade: foram os criadores e organizadores do famoso Baile do Adeus, que acontecia sempre no mês de julho. O nome foi dado por que os integrantes que estudavam em Porto Alegre voltavam, nessa ocasião, para a capital gaúcha. Outro baile muito conhecido que também era organizado pelo grupo foi o Baile do Havaí. Além desses eventos, a associação participava de campeonatos de futebol em Ibirubá e em Tapera, como o disputado GREJU.

“Nisso, não éramos unânimes! Uns Grêmio, outros Juventude! Mas tudo na mais perfeita paz. Era tudo muito simples e sincero em nossa pacata Ibirubá! Mas, com o tempo, sentimos a necessidade de buscarmos algo mais! Surgindo o futebol de salão, nossos ‘meninos’ não tiveram dúvidas. Como em Ibirubá não tinha quadra, construiu-se uma. Foi um tremendo sucesso. Apareceram os grandes craques [e] outros bons times em nossa cidade. Surgiram jogos intermunicipais, formaram-se também times de vôlei (masculino e feminino). Foi um ‘boom‘ na região! Nossa, foi muito bom… E saudável! Faz parte da história de Ibirubá”, recorda Lia Capeleto.

“O importante disso tudo é que nós, amigos desde sempre, nunca nos esquecemos das nossas origens e soubemos manter o carinho e respeito nutridos um pelo outro até os tempos de hoje. E isso é maravilhoso, é impagável.”

O Sem Nome vai retomar seus encontros habituais assim que possível, sempre regados a muita amizade, boa conversa e muitas risadas.