Saúde
Vacinação contra a covid-19: uma terceira dose é mesmo necessária?
13 outubro 2021 | Saúde
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O Sofá do VR conversou com Solon Andrades da Rosa, ibirubense aluno de doutorado no programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular (PPGBCM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O programa, apresentado pela jornalista Raquel Balin Corrêa, foi transmitido ao vivo, com Solon respondendo em tempo real várias perguntas da audiência sobre a vacinação contra a covid-19. A entrevista completa você pode acompanhar no Facebook do Jornal Visão Regional.

Acompanhe, abaixo, um resumo sobre a conversa:

 

  1. Uma terceira dose da vacina é mesmo necessária na sua opinião?

Quando lidamos com uma população muito grande, chamamos de comportamento de média. A maioria das pessoas produz uma resposta longa e duradoura, mas existem casos de exceção, como os idosos. Para esse grupo, foi necessária uma terceira dose, visto que a pandemia ainda existe e possui alta taxa de vírus circulando. Outro grupo [para o qual] se faz necessário é os profissionais da saúde, já que estão em contato direto com o vírus.

  1. Qual o intervalo que se deve ter entre a segunda e a terceira dose?

Esse intervalo tem uma orientação do Ministerio da Saúde, mas está sendo determinado de forma estadual. No nosso estado, tem sido de três meses para a terceira dose.

  1. Daqui para a frente, teremos que tomar uma nova dose de vacina todos os anos?

Essa é uma pergunta que muitos especialistas estão se fazendo, mas não se tem um consenso científico ainda sobre ela. É muito possível que essa doença vire endêmica. Uma doença endêmica é uma doença que se pronifica na população. Em termos leigos, ela vai virar tipo uma “gripe”. Mas mesmo assim, é um vírus que se muta muito, e é muito possível que teremos, sim, que ter uma vacina anual para ela.

 

  1. Quais são os argumentos contra e a favor da vacinação de crianças e jovens contra a covid-19? 

Na medicina, só se faz uma intervenção médica se o benefício superar os riscos. As vacinas apresentam um risco baixíssimo, os eventos adversos que existem são muito poucos. Argumentos contra não existem, os benefícios são muito maiores. Mas, claro, a vacina pode apresentar algum evento adverso, desde os comuns aos raros. No caso da miocardite, por exemplo, a chance é de 1 para 10.000.

 

  1. Você reside atualmente em Porto Alegre, mas vem seguidamente visitar a família aqui, no interior. Como você vê os cuidados na cidade grande e no interior?

Teve bastante diferença. O primeiro ponto é que, no Brasil todo, tivemos um descuido das pessoas, isso aconteceu em todos os lugares. Em alguns, teve mais cobranças e ações das autoridades. Mas precisamos ter mais senso coletivo. Em Porto Alegre, vejo que as pessoas usam mais máscaras do que aqui. Talvez por ser uma cidade menor, passe uma sensação de falsa segurança, mas aqui, já registramos mais de 80 mortes. Em Ibirubá, fizeram tudo o que é possível, inclusive o Prefeito Abel comprou vários testes e realizou campanhas, coisa que não aconteceu em outros municípios. Teve todo um esforço e uma grande mobilização por parte do comitê.